Saiba tudo sobre o hard fork do Ethereum!

Conheça o hard fork do Ethereum. Vamos falar sobre importantes mudanças no hard Fork Constantinople e o que a versão 2.0 do Ethereum promete trazer aos usuários

0 83

Você já ouviu falar no termo “hard fork”? No universo das criptomoedas, ele é amplamente utilizado e serve para representar um evento que leva à atualização de uma tecnologia ou a uma grande modificação em sua configuração. 

 

Frente a essas alterações, novas criptomoedas podem ser criados, em consequência da não aceitação de parte dos usuários à certas mudanças. O hard fork do Ethereum, por exemplo, foi responsável por uma das mais conhecidas divisões das criptomoedas: um lado existir a Ethereum Classic e do outro, a difusão dos mineradores, que optaram por continuar com a mineração na blockchain tradicional.

 

Nesse sentido, muitas mudanças são propostas, contudo, nem todas elas são aprovadas. Mas, por que isso acontece?

 

Para entender isso, primeiramente, precisamos ter em mente que, em redes descentralizadas como a Ethereum, mudanças são aprovadas somente mediante consenso entre a maioria dos usuários. Casos haja a pouca aceitação das propostas, as alterações não são implementadas. Por outro lado, caso os usuários se dividam, há a quebra do protocolo, gerando, por fim, novas versões da rede e, portanto, novas moedas.

 

O hard fork já impulsionou a criação de diferentes criptomoedas no mercado, impactando desde o blockchain do Bitcoin até a rede Ethereum – da qual iremos falar mais adiante.

 

Deste modo, há muito o que se explorar acerca do conceito. Por isso, neste artigo iremos debater um pouco mais a fundo o hard fork do Ethereum e quais são as suas consequências no mercado das criptomoedas. Acompanhe!

 

Saiba tudo sobre o hard fork do Ethereum
Saiba tudo sobre o hard fork do Ethereum

 

 

O que é um hard fork?

Podemos entender o hard fork como um evento que afeta o universo das criptomoedas. Geralmente, ele diz respeito à atualizações e modificações de protocolo, dentro de uma rede blockchain, que estão sujeitos a aprovação dos usuários.

 

Dessa forma, deve-se ter em mente dois detalhes importantes acerca das características gerais que configuram as criptomoedas: criptomoedas são ativos descentralizados e mantidos por usuários e mineradores ao redor do globo. Ou seja, não há uma única autoridade responsável pelo gerenciamento do sistema.

 

Logo, todas as modificações da rede devem ser aprovadas, previamente, por aqueles que a integram. Assim, quando surge uma atualização, cabe aos usuários aceitar ou não as alterações propostas. 

 

Um hard fork pode ser implementado a fim de corrigir algum tipo de falha na rede, seja ela de segurança ou de funcionamento, em uma determinada versão da criptomoeda. Deste modo, o hard fork torna inválidos blocos antigos.

 

A medida em que diferentes usuários optam por continuar com a versão atual do sistema, recusando as modificações, o hard fork acontece, criando uma espécie de “modelo paralelo” da criptomoeda.

 

Isso aconteceu, por exemplo, com o hard fork do Ethereum – o qual citamos no início deste artigo. A atualização propunha a modificação da blockchain, de modo a ressarcir o valor roubado da DAO, no entanto, muitos mineradores optaram por não aderirem ao hard fork, o que levou a “criação” do Ethereum Classic.

 

Na época, foram apontados diversos problemas em relação à atitude dos mineradores que, mesmo antes da atualização, já diziam que não iriam aceitar a mudança de protocolo. 

 

Saiba mais sobre o universo dos criptoativos em: 10 perguntas frequentes sobre criptomoedas!

 

 

Entendendo o hard fork do Ethereum

O último hard fork do Ethereum foi nomeado de Constantinople e, diferente do que ocorreu com a atualização que gerou a bifurcação do Ethereum Classic, não houve represálias em relação a esta versão.

 

O Constantinople realizou modificações técnicas de melhoria, no processamento do bloco 7.080.000.

 

Esta alteração de protocolo realizou a migração de todo o conteúdo da blockchain da Ethereum para uma nova versão, atualizada. Isso, por sua vez, sem afetar os usuários da rede ou as aplicações que nela se estendem. 

 

A versão Ethereum Constantinople, então, não gerou qualquer tipo de preocupação para os usuários do sistema. Os mineradores que atuaramm em pools, por exemplo, não precisaram realizar a atualização do software, uma vez que são as tais pools que se responsabilizam pela mudança. Por outro lado, àqueles que mineram de forma independente precisam realizar o processo – mas nada além disso.

 

Além disso, as exchanges também passam por atualizações com o hard fork do Ethereum. Logo, o principal objetivo do hard fork do Ethereum é solucionar problemas que afetam a rede.

 

 

Últimas implementações

As atualizações do hard fork do Ethereum são realizadas por meio de EIPs – em tradução livre: propostas de melhoria Etheterum. Na versão Constantinople, cinco modificações foram implementadas. Sendo elas:

 

EIP 145

A melhoria proposta pela EIP 145 tem como objetivo acrescentar uma nova espécie de operação responsável por manipular bits individualmente. Assim, a ideia é economizar processamento e, naturalmente, reduzir o custo de operações para rodar Dapps (Aplicativos Descentralizados).

 

EIP 1014

Uma EIP proposta  pelo criador da Ethererum, Vitalik Buterin. Esta melhoria visa otimizar, dar mais segurança e capacidade para a criação de contratos que tem como base canais adjacentes à blockchain principal. A alternativa propõe a mudança na estrutura dos contratos, possibilitando a utilização de endereços ainda não gerados pela rede. 

 

EIP 1052

A proposta do hard fork do Ethereum, de registro 1052, trabalha com a ideia de criação de uma nova função de verificação que tem como base o desenvolvimento de um hash, no qual é necessário a verificação de bytes essenciais, poupando recursos de modo a ignorar o conteúdos que não são relevantes à validação.

 

EIP 1234

A EIP 1234 é uma das principais atreladas ao hard fork do Ethereum. Seu objetivo é de fornecer segurança para os usuários, com o apoio dos mineradores. A proposta visa “enganar” a rede, afastando-a da chamada era do gelo, a mineração será escassa. Assim, a medida que o gelo é atrasado, mineradores terão mais oportunidade de lucrar, aumentando o número de moedas em circulação. 

 

EIP 1283

Por último, temos  melhorias no que diz respeito aos recursos de armazenamento. Esta atualização do hard fork do Ethereum teria como base a otimização do gerenciamento de memória, reduzindo o gasto com dados repetitivos. 

 

 

O último hard fork do Ethereum acarretou à rede muitas mudanças positivas, que tornam a navegação e usabilidade dos usuários ainda mais produtiva. Neste caso, como não houve represálias em relação às alterações, a nova versão passou a rodar de maneira limpa, sem a criação de paralelos. 

 

Portanto, com a aprovação do novo software pelos usuários, agora, o Ethereum conta com atualizações graças ao hard fork implementado. E você, o que achou das alterações?

 

 

Próximo hard fork do Ethereum 

Atualmente, a escalabilidade é um dos maiores problemas da plataforma, por exemplo. Assim, uma das mudanças solicitadas pela atualização é a migração do PoW para PoS. Tal mudança faz parte do projeto Casper (também conhecida por Ethereum 2.0), com a criação de uma PoS exclusiva para a Ethereum. Com isso, o objetivo é aumentar em cerca de 1000 vezes a escalabilidade do sistema.

 

Outro ponto que o hard fork do Ethereum dá enfoque é a otimização dos canais, permitindo que algumas transações sejam feitas fora da rede principal, bem como a lighting network do Bitcoin.

 

O lançamento do Ethereum 2.0 promete a remodelação da estrutura da rede e alterações no algoritmo de consenso. Saiba mais sobre a versão 2.0 do Ethereum em nosso blog!

 

 

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.