Ethereum: um Guia Completo! O que é, para que serve, como negociar?

Saiba tudo sobre o Ethereum e sobre a sua poderosa rede de aplicações descentralizadas. Conheça as principais funções do ETH e como negociar Ethereum no Brasil

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A poucos anos atrás, as primeiras tecnologias com base em criptografia foram lançadas no mercado. Com um crescimento astronômico, esses sistemas chegaram para representar o futuro.

 

O lançamento do Bitcoin, a ascensão do sistema blockchain e a necessidade de plataformas descentralizadas fez com que a criação da Ethereum fosse eminente. Baseada em uma rede de código aberto, a ferramenta possibilita a execução de contratos inteligentes e o desenvolvimento de aplicações com administração e controle descentralizados.

 

Assim, diferente do Bitcoin que possui como foco questões financeiras, de maneira exclusiva, o Ethereum vai muito além de um sistema de pagamento de pessoa para pessoa.

 

A princípio, pode ser difícil compreender exatamente qual a função da Altcoin Ethereum, afinal, ela executa aplicações, contratos inteligentes ou possibilita que desenvolvedores trabalhem de forma livre? As questões são muitas.

 

Mas para te ajudar a entender o assunto e compreender, de uma vez por todas, para que serve o Ethereum e como ele funciona, preparamos um guia completo com todas as informações, desde a sua criação até o desenvolvimento da criptomoeda Ether (ETH).

 

Continue lendo este artigo e descubra o que o Ethereum tem a oferecer.

 

 

O que é o Ethereum?

O que é Ethereum?
O que é Ethereum?

Em resumo, o Ethereum é uma plataforma que utiliza a tecnologia de blockchain e permite a programação de operações descentralizadas, a execução de contratos inteligentes e transações de tokens e da criptomoeda Ether.

 

Por ser uma rede descentralizada, a plataforma não é controlada por nenhuma entidade, seja ela pública ou privada. Enquanto a maioria dos sistemas contam com uma abordagem centralizada, o Ethereum oferece um ambiente totalmente descentralizado, de modo a garantir a segurança dos usuários contra o ataque de hackers e quedas na rede.

 

Um dos principais diferenciais da plataforma é a autonomia, privacidade dos dados e, graças a descentralização do sistema, sua estabilidade, já que dificilmente sairá do ar. Ou seja, além de seguro, o Ethereum é estável.

 

Dessa forma, é possível afirmar que o Ethereum é a evolução da tecnologia descentralizada do blockchain, que surgiu com o Bitcoin, ainda quando os criptoativos eram uma realidade distante.

 

A plataforma foi lançada em 30 de julho de 2015, pelo programador Vitalik Buterin – do qual iremos falar adiante –, com um total de 11,9 milhões de Ethers pré-minerados através de ICO, que nada mais é do que uma forma de investimento inicial para as criptomoedas.

 

Sendo assim, desde sua criação, o Ethereum teve um crescimento impressionante e, atualmente, sua moeda ocupa o segundo lugar entre os ativos criptografados mais capitalizados do mundo, ficando atrás somente do Bitcoin.

 

Contudo, embora ele seja constantemente comparado ao Bitcoin, é importante ressaltar que os projetos são distintos e se assemelham por compartilharem a tecnologia de blockchain e, também, por serem pioneiras dentro do segmento de criptomoedas.

 

O Bitcoin é a primeira criptomoeda da história, que propôs o desenvolvimento de um sistema diferenciado para a transferência de dinheiro, mediada, por sua vez, por uma tecnologia de contabilidade pública, chamada de blockchain. Por outro lado, o Ethereum é uma evolução de tal tecnologia, para a disseminação de uma rede conectada que une linguagem de codificação, sistemas de pagamento e até mesmo a criação de aplicações descentralizadas.

 

 

 

Criação do Ethereum

A ideia que originou o Ethereum partiu do programador canadense Vitalik Buterin, ainda em 2013, quando o jovem de 19 anos propôs em um white paper o desenvolvimento de uma plataforma descentralizada, utilizando a tecnologia de blockchain para executar uma série de funções.

 

O objetivo do programador era expandir o sistema de blockchain, elevando-o para outro nível, que iria além da aplicação financeira. Em seu white paper, então, ele propôs a criação de uma rede de linguagem generalizada, que pudesse abrigar aplicações descentralizadas, conforme o desejo dos desenvolvedores. A isto ele deu o nome de Ethereum, em referência ao éter luminífero, um meio elástico hipotético onde se propagam as ondas eletromagnéticas.

 

Em 2014, o Ethereum foi anunciado publicamente. Para além de Vitalik Buterin, o Ethereum também contou com Gavin Wood, Charles Hoskinson, Joe Lubin, Anthony Di Iorio e Mihai Alisie como co-fundadores.

 

Contudo, para ser elaborado, eram necessários fundos para o seu desenvolvimento. Assim, foi através da arrecadação de capital, por meio de um ICO que oferecia os tokens da criptomoeda para os investidores, que os trabalhos iniciais da plataforma iniciaram-se. O crowdfunding arrecadou mais de US$ 18 milhões.

 

A primeira versão do Ethereum foi lançada em 2015 e ficou conhecida como Frontier.

 

 

Para que podemos usar o Ethereum?

Como parte da evolução do blockchain, o Ethereum cumpre diversas funções adjacentes à questão financeira de transações e afins. Logo, há várias possibilidades quanto ao seu uso, como a execução de contratos inteligentes, aplicações descentralizadas e a negociação de tokens e do próprio Ether (ETH).

 

Por se tratar de uma plataforma descentralizada, todas as relações dentro da rede ocorrem através de uma abordagem peer-to-peer, ou seja, somente entre usuários, de pessoa para pessoa, sem a interferência de qualquer autoridade de controle – instituições, órgãos públicos, etc.

 

O objetivo do Ethereum, portanto, é proporcionar um ambiente seguro e anônimo para os usuários, de modo a descentralizar a internet e as lojas de aplicativos, substituindo os intermediários. Assim, o controle volta para as mãos dos desenvolvedores.

 

Os usuários podem contar com a Máquina Virtual Ethereum (EVM) para a execução de contratos inteligentes com base na rede, de modo a garantir total segurança para a ativação dos códigos, assim, assegurando aos aplicativos a não interferência nas operações uns dos outros. Além disso, a EVM é isolada da rede principal, o que faz a ferramenta ser ideal para aprimorar os contratos inteligentes.

 

O Ethereum também permite que a transação entre tokens e criptomoedas Ether seja realizada de forma rápida e segura.

 

As operações da plataforma são feitas através do sistema de nós (ou nodes) do Ethereum, por usuários voluntários que fazem o download de toda a cadeia de blockchain da rede e, assim, aplicam as regras de consenso do sistema, assegurando a transparência das movimentações, em troca de recompensas.

 

 

Como usar Ethereum?

Um dos intuitos do Ethereum é desenvolver um ambiente onde seja possível criar aplicações ou acordos inteligentes que possuem etapas adicionais, com novas regras de propriedade e formatos alternativos para as transações.

 

Nesse sentido, as aplicações descentralizadas oferecem um ambiente diferente para o público e as empresas, tornando o contato mais seguro e livre de interferências. Enquanto muitas plataformas cobram pelo fornecimento de serviços como depósitos e trocas de bens e serviços, o Ethereum garante um cenário livre de taxações e controle das grandes instituições.

 

Graças à tecnologia de blockchain, na plataforma clientes podem rastrear a origem dos produtos que estão adquirindo e também executar contratos inteligentes a fim de garantir negociações dentro do planejado. Logo, como já falamos, é possível utilizar a rede para executar contratos e abrigar aplicações inteiramente descentralizadas, sem que haja risco de ataques maliciosos de hackers ou de quedas no sistema.

 

Existem muito aplicativos baseados na Ethereum, como o Gnosis, por exemplo, um aplicativo que permite que os usuários votem em enquetes ou, então, o Etheria, um jogo similar ao Minecraft. No entanto, esses aplicativos só existem dentro da rede de blockchain do Ethereum.

 

Há também plataformas parecidas com as redes sociais mais tradicionais, como Ether Tweet, um ambiente onde é possível compartilhar ideias e pensamentos, sem censura alguma.

 

O Weifund também é uma aplicação interessante que funciona dentro do Ethereum. Através dele é possível desenvolver campanhas de financiamento coletivo para ajudar a implementar contratos inteligentes.

 

 

O que é Ether (ETH)? 

Como você pôde ver, o Ethereum possui uma criptomoeda própria, chamada Ether. Ela  pode ser utilizada dentro da plataforma a fim de realizar pagamentos e transações. Por isso, pode-se dizer que o ETH é o combustível da rede Ethereum.

 

Assim como o Bitcoin, o Ether funciona como uma criptomoeda financeiro, podendo ser negociada no mercado, de modo a agregar capital para as carteiras de investimento e gerar lucro aos investidores. 

 

Atualmente, o Ether ocupa o segundo lugar entre as criptomoedas mais capitalizadas do mundo. O processo de criação do ativo se dá por meio da mineração e, diferente do Bitcoin, não há limites quanto a sua emissão.

 

O algoritmo utilizado pelo ETH é o Ethash. O tempo médio para transação de blocos é de 12 segundos – diferente do Bitcoin, que pode levar mais de 10 minutos por bloco. O Ether é um ativo inteiramente descentralizado e altamente capitalizado, com mais de 112.000.000 unidades em circulação.

 

 

Como negociar Ether?

O Ether é uma moeda de alta volatilidade, ou seja, seu preço pode variar bastante, o que dá margem para operações lucrativas aos investidores. Seu movimento ascendente é promissor e, por isso, negociar o ativo pode ser interessante.

 

Para quem deseja mais diversificação no portfólio, por exemplo, o Ether é uma boa opção. Por meio das análises de oscilação do preço da moeda em relação ao USD, é possível comprar e vender, lucrando tanto com o mercado crescente quanto em queda.

 

Para garantir a segurança das transações de Ethereum, o ideal é contar com a ajuda de uma exchange (casa de câmbio) confiável para a mediação da compra ou venda de moedas.

 

Para comprar o Ether em casas de câmbio é simples. Primeiramente, basta encontrar uma empresa que opere dentro de sua jurisdição com o ETH – como a Braziliex. Em seguida, é necessário criar uma conta e transferir para a carteira digital a quantia desejada em Reais (R$) para a compra das criptomoedas. Nesse sentido, é possível realizar transações do seu banco para a conta na exchange. Tendo o saldo em Reais disponível na conta da exchange, o negociador pode comprar a moeda no site da plataforma, usando a ferramenta de compra.

 

O Ether pode ser usado no gateway do Ethereum, o Mist, para a compras feitas dentro da plataforma.

 

Por outro lado, é possível conseguir moedas da Ethereum através da mineração que, por sua vez, só é possível através de tecnologia computacional capaz de resolver problemas matemáticos complexos, ajudando assim a fechar um bloco de ações dentro da rede, resultando na emissão de mais ETH como recompensa para os programadores que fazem parte da mineração dos blocos da cadeia.

 

Além disso, há também como negociar Ethereum peer-to-peer e realizar trocas por qualquer moeda. Contudo, o método não é muito recomendado, principalmente por questões de segurança. Em transações peer-to-peer, o usuário atua tanto como cliente quanto como servidor. Logo, devido ao fornecimento limitado da moeda ETH e ao fato da plataforma Ethereum não oferecer anonimato completo ao usuário, a melhor forma de comprar é por meio de exchanges.

 

A Braziliex é uma das corretoras de criptomoedas mais seguras do Brasil e oferece um ambiente seguro e uma plataforma completa para quem deseja negociar ETH. Por isso, acesse o site e faça uma conta na Braziliex para começar a investir.

 

O Ethereum representa, de fato, a evolução da tecnologia acarretada pelo sistema de blockchain. A plataforma utiliza a cadeia clássica que surgiu com o Bitcoin para elevar o cenário das moedas digitais a outro nível, através da descentralização das aplicações e liberdade para os desenvolvedores.

 

Além disso, a alta capitalização do Ether também agrega ao Ethereum, que assim pode oferecer muito mais opções aos usuários, desde moedas na plataforma até espaços inteiramente seguros para aplicativos úteis e geridos pelas pessoas.

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