Blockchain do Ethereum: como funciona?

Saiba como são registradas as transações na Blockchain do Ethereum, de modo que usuários possam utilizar a rede em seu máximo potencial com tarifas ínfimas!

0 212

Você já ouviu falar no Blockchain do Ethereum? Assim como muitas outras redes criptografadas, o Ethereum utiliza do sistema de blockchain para mediar suas operações. A tecnologia surgiu em meados de 2013, quando o Bitcoin foi lançado com base no sistema de rede descentralizada, que viria a funcionar como um livro de registros público para a transação da criptomoeda. 

 

A inovação, na época, deixou programados curiosos e não demorou muito para que outras tecnologias começassem a utilizar o blockchain como base de funcionamento. 

 

O blockchain surgiu como uma ferramenta para registrar dados de forma transparente e segura, sem a interferência de instituições ou órgãos públicos, de modo a fazer com que todas as operações fossem, essencialmente, descentralizadas. Contudo, sua utilidade é tamanha que até mesmo empresas, instituições e governos decidiram investir na rede para dar mais segurança às suas operações.

 

Diferente da rede utilizada pelo Bitcoin, a Blockchain do Ethereum pode ser considerada uma evolução da tecnologia, já que visa funções que vão além do registro de dados de transações de moedas de um ponto a outro, dando enfoque na execução de aplicações descentralizadas e contratos inteligentes.

 

Muitas pessoas ainda têm dúvidas em relação ao formato da Blockchain do Ethereum, pois apesar de ser similar ao Bitcoin, ele possui suas peculiaridades características da rede.

 

Portanto, se você ainda não compreende, de fato, como as blockchains operam, não se preocupe. Neste artigo vamos explicar como a tecnologia de blockchain do Ethereum trabalha, explanando os conceitos e mostrando como é, na prática, o funcionamento do sistema. Confira!

 

 

Ethereum

Embora seja fortemente associado à moeda, o Ethereum é muito mais do que um criptoativo. Caracterizado como uma plataforma de código aberto, com base na tecnologia de blockchain, a rede tem como principal objetivo oferecer um ambiente inteiramente descentralizado, onde criadores possam ter liberdade para desenvolver projetos, executar contratos e negociar ativos sem que haja o controle de instituições e empresas.

 

Assim, enquanto o Bitcoin possui o foco voltado para a questão financeira, o Ethereum trabalha com a tecnologia de blockchain de forma diferente, expandindo suas capacidades para além de um sistema monetário. A plataforma é destinada a programadores e investidores.

 

A tecnologia da blockchain do Ethereum foi desenvolvida por Vitalik Buterin com o objetivo de criar um “computador do mundo”, de modo a descentralizar a internet, dando ao público e aos desenvolvedores mais controle sobre suas ações – e menos ou nenhuma interferência de algum órgão regulador.

 

Esta plataforma é regida pela moeda Ether (ETH), que pode ser utilizada na compra de poder computacional na plataforma – para a criação de aplicações ou para a mineração de Ethereum. Além disso, é possível negociar a criptomoeda, tendo em vista que, atualmente, o Ether é a segunda moeda mais capitalizada do mundo.

 

 

Blockchain do Ethereum

Blockchain do Ethereum: como funciona?
Blockchain do Ethereum: como funciona?

Para entender como o blockchain do Ethereum funciona, primeiramente, é necessário compreender a fundo o que é o blockchain em si. Como já apontado acima, a tecnologia surgiu junto ao Bitcoin, em meados de 2013, como uma forma de registrar dados de transações. O objetivo da rede é proporcionar um ambiente transparente, descentralizado e imutável – impossibilitando fraudes e alterações no sistema.

 

Dessa forma, pode-se dizer que a blockchain é uma tecnologia que registra informações específicas como a quantia de criptomoedas transacionadas (Bitcoins ou Altcoins), qual carteira realizou a transação, quando a movimentação foi feita e, também, em que local do livro ela está gravada. Assim, o foco é a transparência.

 

Os dados são armazenados dentro das blockchains através de blocos em cadeia (daí vem o nome blockchain – ou “cadeia de blocos”). A cada tempo um novo bloco é criado, ligando-se ao anterior e dentro dessa relação, portanto, a tecnologia assegura a privacidade dos dados.

 

A rede está ativa graças aos conhecidos “mineradores”, que atuam na verificação e registro das transações.

 

 

Como funciona o blockchain do Ethereum

No universo das criptomoedas, as interações entre usuários dentro de uma blockchain são conhecidas como “transações”. Assim, o termo não se limita à ação de movimentação de dinheiro de uma conta para outra, mas sim todas as transmissões entre usuários, sejam mensagens, envios de contratos, etc.

 

Nesse sentido, um conjunto de transações constitui um bloco dentro da blockchain do Ethereum.

 

Todos os blocos possuem registros únicos, característicos, que são chamados de “assinaturas”, por onde podemos saber qual conta iniciou uma transação, por exemplo. Embora a leitura de dados seja gratuita, o registro de informações tem um custo, mais conhecido como “gás”, do qual o preço varia segundo o preço da moeda Ether. Esse valor é determinado a fim de evitar spams, como uma espécie de mecanismo de proteção do sistema.

 

A Ethereum opera graças aos milhares de computadores voluntários, que possuem o blockchain completo em desktops. Assim, todos os usuários podem contribuir com a segurança da rede através do processo de mineração, que oferece recompensas em Ether àqueles que são capazes que solucionar os blocos. 

 

A mineração dentro da blockchain do Ethereum consiste, em suma, na resolução de problemas matemáticos complexos, que exigem um alto poder computacional para serem processados, além de muita eletricidade. Logo, quem conseguir associar os blocos e resolver as questões, é recompensado com moedas de Ether como forma de incentivo.

 

Um dos pontos positivos da mineração na blockchain do Ethereum é a descentralização. Diferente do Bitcoin que, atualmente, possui uma mineração extremamente centralizada por possuir poucos mineradores com grande poder computacional, a rede Ethereum não permite que o poder seja concentrado somente nas mãos de alguns programadores. Todos podem minerar, seja sozinho ou em pools especializados (desde que com muito estudo sobre o assunto).

 

A blockchain do Ethereum é bastante complexa e aparece no mercado como uma evolução da cadeia de blocos tradicional do Bitcoin. A plataforma usa como base a rede para proteger os dados dos usuários, oferecendo um ambiente seguro e livre para a execução de aplicações, contratos e transações, sem o monopólio de empresas e instituições. 

 

Saiba mais sobre a Ethereum no Guia Completo Ethereum: O que é, para que serve, como negociar! 

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.