Como se preparar para o Halving do Bitcoin?

Faltam apenas alguns dias para o Halving do Bitcoin. Confira neste texto quais são as principais informações, características e como se preparar para o evento!

1 994

O que é o Halving do Bitcoin?

 

 

O mundo dos criptoativos pode ser, às vezes, um tanto quanto inconstante, seja na cotação das moedas ou no cenário econômico que o envolve – é sempre importante considerar a volatilidade desse mercado. 

 

No entanto, diferente do que muitos pensam, essa inconstância nem sempre é algo negativo. A cotação das criptomoedas, principalmente do Bitcoin, sofre muitas oscilações devido a diversos fatores que são favoráveis ou então prejudiciais para o seu desenvolvimento. 

 

Dessa forma, é preciso ficar atento às mudanças que esse mercado sofre para que, assim, você saiba se preparar para cada cenário, independente se ele for positivo ou negativo. Há diversas questões que afetam o valor do Bitcoin e sua posição no mundo financeiro, como é o caso da relação de oferta e demanda e do comportamento dos investidores e dos mineradores – tudo pode influenciar a cotação da moeda. 

 

Logo, quem trabalha com esse tipo de investimento deve ficar preparado, ainda mais para eventos como o Halving do Bitcoin, que afeta diretamente o valor da criptomoeda. No geral, o Halving do Bitcoin é um evento que reduz a emissão de novas moedas, gerando uma oferta menor do ativo e, consequentemente, aumentando a valorização do Bitcoin. 

 

Esse evento acontece de quatro em quatro anos, de maneira programada, como foi previsto pelo criador do criptoativo, Satoshi Nakamoto. O Halving do Bitcoin é uma pauta muito comum no mercado financeiro, afinal, ele afeta de forma direta os investidores da moeda.

 

O processo é uma maneira de reduzir a quantidade de Bitcoins no mercado, o que funciona, por sua vez, como um gatilho para a supervalorização do ativo – com base na lei de demanda e oferta. Mas, como isso acontece?

 

O Halving do Bitcoin está diretamente ligado à mineração da moeda e aos prêmios obtidos por blocos. Nesse sentido, o evento atua como uma forma de ajuste no valor da recompensa, o que, naturalmente, reduz a circulação de ativos no mercado e, assim, aumenta a procura e diminui a oferta – valorizando o preço do Bitcoin. 

 

Logo, com esse evento milhares de investidores podem lucrar ainda mais com a venda de criptomoedas e aumentar seus rendimentos, caso de fato ocorra a valorização do Bitcoin no período em que ocorrer o Halving. No entanto, como os investidores devem se comportar em meio ao Halving do Bitcoin? Saiba mais!

 

 

A rede do Bitcoin

 

Para entender como esse evento acontece e como ele afeta o rendimento sob a moeda de diversos investidores, antes de tudo é preciso conhecer a história do Bitcoin e como o Halving já era algo programado desde o início.

 

O Bitcoin foi desenvolvido em meados de 2008, por Satoshi Nakamoto, um pseudônimo japonês utilizado para ocultar a verdadeira identidade do criador – ou do grupo – que originou a moeda digital. 

A ideia de Nakamoto era desenvolver uma moeda inteiramente virtual e descentralizada, que não estivesse ligada a nenhum governo ou instituição, onde o valor do ativo financeiro fosse definido exclusivamente pela relação de oferta e demanda. 

 

Além disso, o fato de ser uma moeda descentralizada faz com que não haja nenhum banco ou organização emitindo, a cada dia, novos ativos e, assim, não há um monopólio por trás do processo que envolve o Bitcoin. 

 

Mas, dessa forma, quem é responsável pela emissão da moeda?

 

O Bitcoin é emitido por meio de mineração: diferente do dinheiro que todo mundo conhece, que é impresso e colocado no mercado com a intermediação de órgãos reguladores, as criptomoedas não são impressas. Na verdade, essas moedas existem somente no mundo digital e são criadas através de um procedimento bastante parecido com a mineração do ouro (raro e difícil).

 

Assim, há um mercado destinado inteiramente a esse tipo de processo, onde são necessários equipamentos especializados para realizar a chamada mineração

 

 

Como funciona a mineração de Bitcoin?

 

O primeiro passo para começar a mineração de Bitcoin é possuir um computador com alta capacidade de processamento. Geralmente, as pessoas responsáveis pela mineração possuem máquinas específicas para esse tipo de procedimento, como as ASICS, que são computadores desenvolvidos exclusivamente para processar as sequências de blocos. 

 

A função da mineração é de encontrar na rede sequências de blocos de transação compatíveis à “cadeias de blocos” – ou as Blockchains – através de uma série de cálculos que identificam a combinação ideal e, por isso, são necessários equipamentos de alto processamento. 

 

Logo, ao encontrar a sequência ideal, o responsável pela mineração recebe uma determinada recompensa em Bitcoin por cada bloco minerado, e é aí que o Halving do Bitcoin entra. 

A recompensa é uma forma de pagamento aos indivíduos que “emitem”, de certa maneira, novas moedas e fornecem suas máquinas para que a rede esteja ativa.

 

 

Mas, afinal, qual a relação entre a mineração e o Halving do Bitcoin?

 

Em meados de 2008, quando Satoshi Nakamoto criou a criptomoeda, ele previu como seria o comportamento do mercado e, para valorizar ainda mais o Bitcoin, impôs um limite de emissão da moeda, que não pode ultrapassar 21 milhões de unidades. 

 

Dessa forma, ao ponto que a mineração ocorre, a cada 210 mil blocos emitidos, acontece o Halving do Bitcoin para controlar a produção do criptoativo. 

 

Quando o limite de 21 milhões de unidades do Bitcoin for alcançado, não haverá mais o que se explorar ou minerar e, assim, toda as unidades da moeda estarão em circulação. Por isso, a cada quatro anos acontece o Halving do Bitcoin, que ajuda a reduzir a emissão de novos blocos e  impede que os ativos esgotem. 

 

O Halving do Bitcoin diminui a recompensa dos mineradores, que cai pela metade a cada quatro anos.

 

Logo, com recompensas menores, a oferta diminui, pois menos Bitcoins passam a circular no mercado e, consequentemente, a cotação da moeda aumenta, na proporção da oferta e demanda. 

 

 

Histórico do Halving do Bitcoin

 

O Halving do Bitcoin se aproxima...
O Halving do Bitcoin se aproxima…

 

Desde a criação da criptomoeda, o Halving do Bitcoin já aconteceu duas vezes até então, nos anos 2012 e 2016 – com o próximo previsto para maio de 2020, de quatro em quatro anos, como programado por Nakamoto. 

 

Para acompanhar a previsão de dias que faltam para acontecer o Halving, acesse: https://www.bitcoinblockhalf.com/

 

O primeiro evento foi em 2012, exatamente quatro anos após o desenvolvimento da criptomoeda. Na época, o cenário financeiro era muito diferente, principalmente no que se diz respeitos às criptos. 

Assim, o impacto do evento não foi muito grande, no entanto, o Halving do Bitcoin de 2012 foi o pontapé inicial para que a moeda crescesse e ganhasse seu lugar nas carteiras de investimento. 

 

O resultado desse processo gerou um aumento sutil no valor do Bitcoin, fazendo com que a moeda que então era cotada em U$ 5, passasse a valer U$ 12 – o que na época foi interessante para os investidores do ativo em ascensão. 

 

Já em 2016, o cenário financeiro já aceitava melhor as famosas criptomoedas, de forma muito similar com o que conhecemos hoje em dia. Logo, o Halving do Bitcoin casou muito mais impacto, valorizando, inclusive, outros tipos de criptoativos. 

 

Alguns meses antes do evento, a cotação do Bitcoin começou a disparar, passando de U$ 360 para U$ 750 – algo que acarretou o ápice da moeda no ano seguinte.

 

Os resquícios do Halving do Bitcoin de 2016 puderam ser vistos um ano e meio depois, quando a moeda atingiu o valor de U$ 20 mil, com um aumento de quase 1400% da cotação. 

 

Nessa perspectiva, o próximo Halving do Bitcoin poderá vir com resultados positivos para os investidores, tendo em vista que atualmente a criptomoeda vale cerca de U$ 7 mil, o que corresponde a um total de R$ 38 mil no Brasil. 

 

 

Como o Halving do Bitcoin afeta a cotação da moeda?

 

A chamada “escassez” do Bitcoin faz com que a cotação do criptoativo sofra uma supervalorização. Todavia, por que isso acontece?

 

O cálculo do valor do Bitcoin é feito por meio da lei de oferta e demanda do produto, ou seja, a cotação da moeda depende da quantidade de pessoas que desejam comprar o ativo e da quantidade que querem vender. 

 

Assim, quando há muita oferta para pouca demanda, o valor da moeda tende a ficar mais barato, a fim de atrair compradores. Isso, por sua vez, caracteriza a baixa do Bitcoin. 

 

Por outro lado, quando muitas pessoas estão querendo comprar as criptomoedas, consequentemente, a oferta torna-se menor que a demanda, o que faz com que o preço do ativo suba e, dessa forma, o Bitcoin passe por uma alta no mercado. 

 

Logo, com o Halving do Bitcoin a oferta passa a ser menor, pois os mineradores não conseguem extrair a mesma quantidade de recompensas como antes e, com isso, o número de moedas que circulam na rede passa a ser menor – o que valoriza o preço do Bitcoin.

 

 

O que fazer no Halving do Bitcoin?

 

A terceira onda do Halving do Bitcoin está cada dia mais próxima, com previsão para maio de 2020. Dessa forma, com a aproximação do evento mais esperado do mercado, você deve estar preparado. 

 

Embora a queda da emissão de Bitcoin esteja mais precificada do que nos eventos anteriores, muitos investidores já estão se preparando para lidar com o Halving de 2020. 

 

No Halving do Bitcoin de 2012 o valor do Bitcoin chegou a subir cerca de oitenta vezes no período que sucedeu o evento, enquanto em 2016 o valor da moeda sofreu quatro vezes com o aumento no ano seguinte, o que demonstra a constante alta dos preços do ativo em consequência do evento.

 

Parte dessa alta pode estar relacionada principalmente ao Halving do Bitcoin, deixando, portanto, os outros fatores como agentes secundários no processo. No entanto, a crescente popularização da moeda também pode ser uma questão significante no aumento da cotação do Bitcoin, para além do Halving esperado. 

 

Dessa forma, o Halving do Bitcoin de 2020 coloca as expectativas dos investidores no alto, devido à movimentação do mercado que pode somar pontos positivos para as carteiras de investimento. 

 

Assim, a fórmula do sucesso do mercado das criptomoedas deve ser levada a sério: compre na baixa e venda na alta – a equação é simples e pode muito bem ser aplicada ao evento do ano. 

 

 

Consequências para os mineradores e investidores

 

A redução do fornecimento de moedas afeta, por sua vez, os mineradores de forma negativa. Com a diminuição de recompensas, a tendência do Halving do Bitcoin é afunilar o mercado de mineração, que com o decorrer do anos se torna mais escasso, afinal, o halving corta pela metade a extração de Bitcoin desses servidores.

 

Nesse sentido, a perspectiva é de que aqueles que possuem computadores “menos eficientes” sejam descartados dos processos de mineração, deixando espaço para máquinas com mais potência, capazes de combinar os blocos de forma mais rápida. 

 

Por isso, os mineradores devem ficar atentos no período de Halving do Bitcoin, para que, assim, não sofram com os cortes do evento. Os investidores, entretanto, serão beneficiados com essa escassez. Com a oferta reduzida, a demanda, que continua a mesma, faz com que o valor do ativo suba, gerando uma alta no preço do Bitcoin. 

 

A lei da oferta e demanda é o vetor que move a cotação da criptomoeda e com corte de emissão de novos ativos, o valor da moeda tende a crescer – criando, então, um período de alta para o Bitcoin, onde você pode vender de forma lucrativa, pois há pouca oferta de produto. 

 

As criptomoedas já se consolidaram como uma ótima forma de investimento – e não só isso. A crescente aceitação das moedas pelo mundo proporcionou um ambiente seguro para o uso das criptos dentro e fora do cenário virtual, com regulamentações que asseguram movimentações em carteira e permitem, inclusive, que indivíduos comprem bens com as moedas virtuais. 

 

A popularização do Bitcoin abriu espaço para a criação de diversas outras criptomoedas, que vêm ganhando espaço no mercado financeiro e demonstrando a funcionalidade dos ativos financeiros virtuais, como é o caso do Ethereum, da Ripple, do Litecoin, da Dash, entre outras.

 

No mundo, a valorização do Bitcoin influencia muitos setores e dita, de certa forma, a cotação de outras criptomoedas.

O Halving do Bitcoin possibilita o aumento da cotação de diversos ativos que, embalados pela supervalorização da moeda pioneira, passam a ser considerados como opções de investimento para os apostadores do mercado financeiro. 

 

O Bitcoin foi a primeira moeda digital a surgir no cenário econômico, abrindo portas para um segmento, até então, nunca explorado. Com o passar dos anos, dessa forma, podemos ver o impacto do desenvolvimento de tais ativos e como eles ocupam um papel importante no mercado – seja como investimento ou moeda de troca. 

 

O Halving do Bitcoin está previsto para maio de 2020. Acompanhe em: https://www.bitcoinblockhalf.com/

 

1 comentário
  1. Edemar Diz

    Muito bacana este post pois nos ajuda a intender melhor e ficarmos preparados PARABÉNS.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.