A regulamentação das criptomoedas no Brasil

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A expansão do mercado das criptomoedas é mais palpável do que nunca. Nos últimos dois anos, as exchanges brasileiras registraram um número de clientes cadastrados que superou outras opções de investimentos já consolidadas, como o tesouro direto. São dados como este que fazem da regulamentação desse mercado uma realidade cada vez mais próxima e necessária no Brasil e no mundo.

O debate nos quatro cantos do globo é acalorado: enquanto algumas nações proíbem, outras defendem a liberação controlada desse tipo de negociação. Por aqui, a falta de conhecimento técnico de seu real funcionamento, de suas possíveis aplicações e do próprio impacto no mercado financeiro transformam qualquer tipo de regulamentação em uma difícil missão.

Apesar do número de traders já ultrapassar a casa do milhão e diversas aplicações relacionadas ao blockchain e as criptos serem criadas, vemos um movimento que acaba por diminuir a credibilidade deste setor. O Projeto de Lei 2.303/2015 (ainda em apreciação das Comissões responsáveis), por exemplo, visa proibir o uso, transferência, compra, venda, troca e até mesmo o armazenamento das criptomoedas enquanto as coloca nos mesmos patamares que programas de milhagens aéreas.

 

Confuso, não acha?
Segundo pesquisa recente feita pela empresa lituana de pagamentos criptografados, a Mistertango, cerca de 88% das exchanges pelo mundo acreditam na regulamentação como forma de trazer mais estabilidade e credibilidade ao setor. Nós, da Braziliex, também vemos esse processo com bons olhos. Não à toa, nos unimos com outras exchanges do mercado brasileiro na criação da ABCripto (Associação Brasileira de Criptoeconomia), que tem o objetivo de fomentar um ambiente mais seguro para que as empresas possam trabalhar no setor.

Acreditamos que uma regulamentação pode melhorar o jeito como nós, como Exchange, trabalhamos, e aumentar ainda mais o impacto positivo que tecnologias como o blockchain podem ter na sociedade. Afinal, as aplicações inovadoras vão muito além do mercado financeiro (falamos sobre esse tema aqui).
A realidade é que esse processo ainda tem diversos obstáculos a serem derrubados.

 

Ao lado da comunidade investidora, acompanharemos e participaremos com muito entusiasmo desse desafio. E você? Qual sua opinião sobre a regulamentação de criptomoedas?

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